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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Maracanã completa nesta sexta, 60 anos da histórica virada do Uruguai na Copa de 50

O 'Maracanaço', símbolo da melhor campanha do futebol uruguaio, quando a Celeste venceu o anfitrião, Brasil, na final da Copa de 1950, completa 60 anos nesta sexta-feira, num momento em que o Uruguai revive o otimismo, ao conquistar o quarto lugar do Mundial da África do Sul-2010, e os torcedores já sonham com feito semelhante ao de seis décadas atrás na Copa do Brasil-2014.
"Aos 60 anos do Maracanaço e a apenas quatro do Brasil-2014", intitulou nesta sexta-feira o jornal Ultimas Noticias, sustentando que, "com o orgulho celeste bem elevado pela recente campanha na África do Sul, este 16 de julho é diferente dos anteriores".
"Hoje lembramos os 60 anos do Maracanaço, mas olhando para o próximo Mundial, que será no Brasil. Misturemos passado e futuro para ver no que dá", destacou o jornal em nota dedicada à façanha, lembrada todo 16 de julho pela imprensa uruguaia.
Desde então, o relato de como, em 16 de julho de 1950, o Uruguai calou 200.000 brasileiros em pleno Maracanã recém-inaugurado, ao vencer a seleção brasileira por 2-1, é transmitido de geração a geração e lembrado como a maior façanha do futebol uruguaio.
A história é conhecida por uruguaios de todas as idades: bastava um empate para o Brasil ser campeão e a seleção brasileira vencia por 1-0 no começo do segundo tempo.
Sem se intimidar, o capitão uruguaio, Obdulio Varela, pôs a bola debaixo do braço, tirando-a de jogo durante mais de um minuto, o que é lembrado como um momento chave que permitiu "esfriar" a partida.
O Uruguai se recuperou e, aos 21 minutos, conseguiu empatar com gol de Juan Alberto Schiaffino, mas o estádio considerado o templo do futebol emudeceu quando, faltando 11 minutos para o fim da partida, Alcides Ghiggia fez o segundo para o Uruguai, dando início à lenda do "Maracanaço".
"Três pessoas calaram o Maracanã: o Papa, Frank Sinatra e eu", disse, em maio passado à AFP Ghiggia, hoje com 83 anos, repetindo a declaração feita tempos atrás para a TV brasileira.
"Depois do gol, o silêncio foi incrível", lembrou o único remanescente vivo da seleção de 50, além do goleiro Aníbal Paz, que está doente.
Foi o último título mundial conquistado pelo Uruguai: depois de 1950, o mais longe que a equipe chegou de uma Copa do Mundo foi um quarto lugar no México-1970, desempenho igualado na África do Sul, após uma longa sucessão de fracassos nos últimos 20 anos.
Diferente do espírito de 1970, quando o quarto lugar foi recebido como derrota, desta vez centenas de milhares de uruguaios - em um país de 3,4 milhões de habitantes - invadiram as ruas de Montevidéu para festejar e agradecer sua seleção de futebol.
"Muito obrigado ao Uruguai por nos ajudar a sonhar" e "Obrigado por nos dar tanta alegria" diziam alguns dos cartazes exibidos por uma longa caravana que, na terça-feira, atraiu uma multidão inédita na história recente do país.
Enquanto aguardavam a chegada dos moradores, os animadores de um ato em homenagem à seleção lembraram as glórias passadas e apontaram suas baterias para a Copa do Mundo de 2014.
"Se hoje no Brasil houver um campeonato, há um único país que pode vencê-lo: Uruguay!", dizia um dos motoristas enquanto, em meio ao repique de tambores, o público cantava em coro: "Voltaremos, voltaremos! Voltaremos outra vez, voltaremos a ser campeões, como na primeira vez!".
Hoje, após a façanha da seleção na África do Sul-2010, os torcedores uruguaios se permitem sonhar com outro feito no Mundial do Brasil-2014.

Fonte: Agências de notícia, Montevidéu,Uruguai

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